2º turno em 25 de outubro ·
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Institucional

Como os números são feitos

Tudo o que o News Poder mostra vem de arquivos públicos do TSE. Esta página explica a origem, as contas e os limites, para que qualquer pessoa possa conferir.

Atualizada em 8 de outubro de 2026

Linha editorial

O News Poder tem posição: conservadora nos costumes e liberal na economia. Essa posição aparece nos editoriais, nas colunas de opinião e nas análises, sempre identificados com o rótulo "Opinião", "Análise" ou "Editorial" e com o nome de quem assina.

O que não muda com a linha editorial: os resultados da apuração (lidos do TSE, sem edição), as notícias (que contam os fatos, com fontes) e as chances calculadas pelo agregador de pesquisas (a conta é pública e igual para todos os candidatos). Quem lê o painel e as notícias recebe informação; quem lê as colunas recebe argumento, e sabe que é argumento.

Publicidade e opinião são separadas: anunciantes não influenciam a cobertura, e o portal não vende espaço a candidatos, partidos ou coligações.

Agregador de pesquisas

Calculamos a chance de cada candidato no 2º turno a partir de pesquisas registradas no TSE (o registro é obrigatório por lei e é conferido no cadastro). A conta, passo a passo:

  • Votos válidos. Cada pesquisa vira a margem entre os dois candidatos considerando só quem escolheu um deles (A/(A+B)).
  • Peso. Pesquisas perdem metade do peso a cada 10 dias, e as de amostra maior valem mais (com desconto por serem feitas por cotas, não por sorteio puro). Passados 45 dias, saem do cálculo.
  • Efeito de casa. Um instituto que, em 3 ou mais pesquisas, destoa sempre na mesma direção dos demais é corrigido, mas só em parte, para não exagerar.
  • 1º turno. O resultado oficial do 1º turno entra como referência fraca, com pouco peso.
  • Incerteza. Somamos o erro de amostragem, o erro que as pesquisas costumam cometer juntas (no 2º turno de 2022 passou de 3 pontos de margem) e a possibilidade de a opinião mudar até a votação. A chance de vitória é a probabilidade de a margem final ser favorável.

É uma estimativa, não uma previsão. Pesquisas erram, e uma chance de 80% ainda deixa 1 em 5 de o outro lado vencer. Sem pesquisas suficientes, mostramos o aviso de confiança baixa em vez de números firmes. Ninguém no portal ajusta os pesos a favor de um candidato.

Fontes

  • Resultados: site de divulgação do TSE (resultados.tse.jus.br), arquivos de totalização por país, estado e município.
  • Mapa: malha municipal do IBGE, simplificada para a tela.
  • Fotos e candidaturas: registros públicos do TSE.

O News Poder é independente e não oficial. Em caso de divergência, vale o resultado publicado pelo TSE.

Atualização

O painel lê o TSE a cada 30 segundos enquanto a apuração está em andamento. Quando todas as seções foram totalizadas, a leitura passa a ser a cada 2 minutos. Se a conexão falhar, o painel mantém o último dado bom e avisa, com a hora da última totalização do TSE. Com a aba oculta, a leitura pausa.

Cálculos

  • Percentuais são calculados sobre os votos válidos (que não incluem brancos nem nulos), a mesma base usada pelo TSE.
  • Seções apuradas é a razão entre seções totalizadas e seções totais do lugar.
  • Comparecimento é eleitores que compareceram dividido pelo eleitorado apto.
  • Diferença é a distância, em pontos percentuais e em votos, entre os dois primeiros.

"Ainda pode virar?"

Estimamos os votos que faltam a partir do eleitorado, do comparecimento já observado e da fração de seções ainda não totalizadas. Se essa estimativa for menor que a diferença atual entre os dois primeiros, dizemos que o líder não pode mais ser alcançado. Para presidente, também indicamos se há 2º turno, quando ninguém chega à metade dos votos válidos. É uma projeção aritmética, não uma pesquisa nem uma previsão: o perfil dos votos que faltam pode ser diferente do que já foi contado.

Cada cargo

  • Presidente: duelo entre os dois mais votados, em todo o país.
  • Governador e senador: disputas estaduais. O mapa pinta cada lugar pelo partido do candidato mais votado. "Eleito" e "2º turno" são as marcas do próprio TSE. O Senado renova dois terços da Casa, com duas vagas por estado.
  • Blocos no hemiciclo (Senado e Câmaras): classificação editorial simplificada, só para leitura rápida, e não uma posição oficial dos partidos. Esquerda: PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV, Rede, PCB, PSTU, PCO e UP. Centrão: PP, União Brasil, PSD, Republicanos e MDB. Direita: todos os demais, de PL e Novo a partidos pequenos sem alinhamento claro. A regra está em src/data/blocs.js e pode ser revista. As cadeiras são as que o TSE marca como eleitas; "em disputa" são as que ainda não têm eleito definido.
  • Deputados federal e estadual: eleição proporcional. O mapa mostra o partido ou a federação mais votada, e as cadeiras são as que o TSE marca como eleitas. No Distrito Federal, "Dep. Estadual" mostra o deputado distrital. Os arquivos por município são grandes, então cada um é lido ao ser aberto.

Limites

  • Os arquivos do TSE podem atrasar ou ter lacunas: o painel mostra o que foi publicado, não o que está sendo contado agora nas urnas.
  • O total nacional inclui o exterior; por isso difere da soma dos 27 estados.
  • As fotos são as enviadas pelas candidaturas ao TSE.

Correções

Erros são corrigidos assim que identificados, com a correção registrada nesta página. Para apontar um problema, use o contato da página de contato ou o comercial em Anuncie até que o e-mail da redação seja definido.